13 de abr de 2012

A alegria do rádio, o povo quer de volta!

 (por Marcos Monteiro - da coluna do Jornal O Sentinella, 13/04/12)


                             Na atualidade as pessoas contam com diversos meios de comunicação e interação, porém nem mesmo este espetacular avanço tecnológico conseguiu tirar o brilho do rádio, que continua sendo um grande companheiro para muitas pessoas que vivem sós ou ficam algumas horas de seus dias sem outra pessoa para conversar. Além dessa agradável companhia ele ainda cumpre um papel social muito importante de informar, educar e entreter seus ouvintes.
                A programação radiofônica difere da executada na TV, que explora por demais o sensacionalismo para prender os telespectadores, apresentando e dando ênfase para desgraças, catástrofes. Enquanto o rádio traz alegria nas suas programações.                 Como em qualquer outra profissão existem os profissionais que são bons, desempenham corretamente suas tarefas e aqueles que como consequência disto são agraciados com o carinho do público, conseguem o reconhecimento dele. Alguns deles ficam tão populares que para muitas pessoas são como se fossem de suas famílias, um deles é o meu amigo Chaplin, que atualmente está fora da rádio, deixando grande saudade em seus ouvintes que já eram habituados com sua programação.
                Seu jeito peculiar, carismático e criativo de fazer rádio, sem copiar ninguém, mas inserindo a sua marca, a forma do personagem que criou para o rádio, lhe garantiram sucesso ao longo da carreira de Comunicador, por todas as emissoras de rádio e cidades pelas quais passou. Vamos torcer para que logo este talento da nossa terra esteja de volta aos microfones, porque faz muito bem e com propriedade um programa galponeiro.
                É importante valorizar os talentos da nossa terra, porém é indispensável que estes mesmos invistam em si, para que frente a um microfone, cumpram o seu papel e a missão da comunicação, é preciso atuar intensamente na educação e cultura do nosso povo, na quebra de “tabus” na formação de opinião sadia e segura, e tamanha responsabilidade exige muito do comunicador. Respeito cada um e tenho admiração particular por diversos, porém penso que menos abraços e particularização dos programas, resultariam em mais tempo para a prática do acima citado. O rádio parece para alguns algo fácil de fazer, mas afirmo que se de fato for adotar a postura que todo comunicador deveria ter, o rádio se torna algo difícil de fazer, porém esta dificuldade assume um papel de desafio e desafios cumpridos, geram prazer pela obtenção do sucesso, conseqüentemente gerando aquele “glamour” que hoje esta morrendo em relação aos locutores de rádio, talvez justamente por ter pessoas que acham que executar, este trabalho é apenas fazer uma seleção de músicas, falar qualquer coisa, fazendo do rádio um telefone em viva voz público para você mandar abraço para todos as pessoas de suas relações, provocar pessoas para que os convide para festas, almoços, jantares, enfim, estes comportamento particulariza o rádio deixando o referido programa como se fosse apresentado especialmente para aquelas pessoas homenageadas, em detrimento de toda uma população que esteja ouvindo e nada tenha a ver com isto e muito menos interesse, ao contrário seria se fossem abordagens do interesse de todos.
                Mas enfim tudo isto são coisas que facilmente poderão ser percebidas e corrigidas maximizando o potencial de um veículo tão extraordinário.
                Como o assunto deste texto é rádio e comunicação quero aqui aproveitar e homenagear a Rádio Sentinela Pampeana que recentemente completou seus 14 anos de existência. Parabenizar ao Vanderlei Medeiros que idealizou e teve a coragem, persistência e vontade para que a Sentinela existisse, bem como parabenizo a todos os meus colegas da emissora os que estão e os que lá passaram, pois são quem fazem a emissora existir. Atualmente não faço parte do quadro de comunicadores, mas por muitos anos fiz parte e sou muito contente por saber sobre o reconhecimento de meu trabalho pelo diretor Vanderlei que me deixou as portas da emissora abertas para a hora que eu quiser voltar, isso é gratificante a mim, pois indica a confiança, caráter e profissionalismo que consegui imprimir na imagem que deixei ao sair.
                 Finalizo este texto parabenizando a todos os que fazem a comunicação acontecer, inclusive os do meio escrito, em especial este jornal.

Um comentário:

  1. Marcos achei muito importante esta matéria sobre a comunicação no rádio,com certeza fazer rádio é uma experiencia incrivel, quem fez e quem faz sabe que o mais prazeroso além de levar alegria e informação a comunidade,é receber o carinho das pessoas nao somente através dos telefones mas tambem na rua. Eu que tive essa chance de trabalha 1 ano em radio sendo colega deste grande comunicador que é o Chaplin espero também que logo possamos ter ele novamente no rádio e quem sabe não possamos também voltar a sermos colegas... Grande abraço BIANCA RODRIGUES...

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